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PUBG morrendo?

Uma streamer disse em sua live enquanto jogava um free-to-play de battle royale: “Mas PUBG não está morto?”

PUBG foi lançado em 23 de março de 2017 e, com um mês de jogo, de acordo com o site steamcharts, ele alcançou exatamente +297.67% de aumento de players. Até Janeiro de 2018, o jogo não parava de crescer em público. A grande sacada era o seu incrível mundo aberto, que para sobreviver era necessário matar seus inimigos e chegar ao “Winner Winner Chicken Dinner” (a.k.a. jantar de frango). Acontece que em fevereiro de 2018, seus 3,236,027 jogadores estavam cansados de tanto frango e começaram a não mais se conectar.

Screenshot_7.png(steamcharts.com – 16/09/2018)

Primeiramente, devemos esclarecer que quando algo é novo e faz sucesso em um público grande, chamamos esse momento de “hype”, a empolgação que determinada novidade causa. Assim, em fevereiro deste ano, a euforia passou. Mas por que os números continuam caindo e, principalmente, por que os jogadores continuam achando que o jogo estaria morrendo?

1. FPP X TPP. 

Primeiro vamos separar em duas categorias de jogadores, os que preferem TPP (perspectiva em terceira pessoa) e os que preferem FPP (perspectiva em primeira pessoa). A partir desta separação, temos um jogo que possui dois tipos de servidores para acolher cada estilo de jogador. O modo que faz mais sucesso é o TPP, ele acolhe todos os tipos de amantes de “shooters”, desde o jogador casual ao jogador que procura por algo mais realístico. Por fazer menos sucesso, o modo primeira pessoa passa pela grande dificuldade de achar partida, tanto para o jogador solo quanto para o jogador de equipe/squad. Outro motivo de tanta reclamação seria a falta de um servidor especialmente para DUO FPP, o que já foi esclarecido pelo próprio responsável da comunidade SA (famoso The Sparrow): “a comunidade não joga frequentemente FPP na região SA”, disse o manager no fórum oficial.

Screenshot_5.png(forums.playbattlegrounds.com)

Para a Bluehole não é ‘lucrativo’ uma região que possui números que não são atrativos para a criação de um servidor DUO FPP, deixando os jogadores com esta preferência bastante desanimados e que acabam preferindo não jogar. Além disso, o modo terceira pessoa passa por grandes dificuldades nas filas de matchmaking (MM) até em horários específicos – antes das 13h é extremamente demorado encontrar uma partida.

2. BUGS, Cheaters….

O sucesso mundial de PUBG trouxe muitos problemas, tanto para seus desenvolvedores quanto para o seu público, principalmente falando sobre BUGS e cheaters. Com relação ao número de cheaters, que em sua grande maioria vem da China, a desenvolvedora demorou para implementar o filtro por ping, banimento de contas e entre outras soluções para diminuir rapidamente o número de usuários que utilizavam programas para se beneficiar, o que deixou seu público bastante indignado. Podemos já enxergar a queda de cheaters nos servidores SA e recentemente a Bluehole começou a enviar notificação para atualizar sobre denúncias feitas por seus jogadores.

ululu.jpg

Os bugs ainda são frequentes e, por um lado, podemos entender que eles vão existir visto que o PUBG é um jogo que sempre precisará se manter atualizado e corrigido, porém, o mesmo continua tendo uma demora por parte dos desenvolvedores para responder a comunidade e colocar atualizações mais rápidas. Mesmo com suas atualizações semanais, que apesar de muitas virem corrigindo algo, elas mesmas trazem ainda mais bugs, ou seja, quando você acha que melhorou, apenas descobriu mais um….


3. Otimização

Uma das maiores reclamações por parte dos jogadores: falta de  otimização. O jogo requer o famoso PC da NASA para rodar sem grandes drops de FPS (o que não significa que você estará livre de quedas de FPS, bugs, o jogo crashar sem motivo….), o que acaba fugindo da realidade de muitos de seus jogadores que possuem uma configuração mais próxima dos “requisitos mínimos”. A cada semana encontramos uma média de 10GB de atualização, aumentando cada vez mais os requisitos mínimos para a sua execução fazendo com que jogadores que possuem computadores com os antigos requisitos se afastem ainda mais do jogo, a experiência é um jogo ainda mais com queda de fps e qualidade inferior ao que foi prometido em seu lançamento.

A desenvolvedora já emitiu diversas notas, cartas dos desenvolvedores ao público e recentemente a criou o “fix.pubg.com”, projeto de otimização, porém mais uma vez a falta de agilidade da Bluehole abre espaço para que seus jogadores percam o interesse e procurem outros jogos.

Screenshot_8.png
(Imagem retirada do site fix.pubg.com utilizando a tradução automatica do Google)

E agora?

Temos então os três maiores problemas que o PUBG carrega neste tempo de vida e que acaba fazendo com que grande parte do seu público migre para outros jogos. Mas até que ponto o seu público irá aguardar para se sentir ouvido e satisfeito com as melhorias que tanto a desenvolvedora promete?

Se compararmos rapidamente com o CS, podemos ter a certeza que apesar do número de jogadores diminuir – principalmente levando em consideração o fim do hype, o jogo passará por grandes mudanças ao longo dos meses e terá o apoio do público que se mantém fiel ao battle royale – jogo de sobrevivência com exploração/procura de equipamentos onde o objetivo é ser o último sobrevivente. Mas também temos o próprio H1Z1 como exemplo para mostrar que um jogo pode simplesmente morrer por não ter ouvido o seu público e ter demorado para aplicar as devidas mudanças que tanto a comunidade queria. Os gráficos de diversos sites conseguem nos mostrar que a comunidade mundial de PUBG ainda é uma das maiores e se depender de seus jogadores se manterá firme até a desenvolvedora aplicar as mudanças necessárias – principalmente a sua otimização.

Juntando todas as informações, percebi que o primeiro grande motivo para a queda da sua base de  jogadores é o fim do hype que colidiu com o lançamento de jogos semelhantes e gratuitos tornando essa queda um pouco maior. A demora da desenvolvedora até desanima seus jogadores e abre espaço para os novos jogos de battle royale. Grandes lançamentos como Call of Duty: Black Ops 4 (Actvision/Blizzard), Battlefield 5 (EA) e Dying Light Bad Blood (Techland/Warner)  carregam grande expectativas por parte dos jogadores devido à falta de agilidade da Bluehole.  Porém não podemos negar que a mesma vem demonstrando que está comprometida em trazer as devidas mudanças sem deixar as novidades para trás, um verdadeiro compromisso até com o cenário competitivo – altamente lucrativo para a PUBG Corp. Para alguns essa espera pode não ser vantajosa, mas sabemos que para o público fiel de PUBG é o que nos faz querer voltar todos os dias.



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4 comentários

  1. Tudo sem resume em: “Mas também temos o próprio H1Z1 como exemplo para mostrar que um jogo pode simplesmente morrer por não ter ouvido o seu público e ter demorado para aplicar as devidas mudanças que tanto a comunidade queria.”
    Ótimo texto!

  2. Ótimo texto. Eu particularmente parei de jogar pelo motivo da má otimização. Meu pc não é um pc tão bom, mas roda a maioria dos jogos com facilidade e, no pubg, há grandes quedas de fps em algumas regiões do mapa e também em momentos de “trocação”, ou seja, no momento crítico do jogo se sai melhor que tem um computador melhor. É quase um “pay to win”, sad 🙁

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