ARTIFACT ESPORTS NEWS

Análise de Artifact

Bom, com o lançamento de Artifact hoje, passei um tempinho lendo sobre o jogo que ainda se encontra em Beta fechado até hoje às 19h (Horário de Brasília). Encontrei essa análise feita por “Will Bindloss” na Steam e resolvi fazer a tradução da mesma.

bichinho rosa
Fonte: PC Gamer

“Artifact nunca te deixa relaxar. Jogando o beta fechado do mais novo cardgame da Valve, eu estava numa situação que poderia ser chamada de posição de comando – Estava confortavelmente na frente em duas lanes, uma torre já tinha caído e a outra certamente cairia no próximo turno – E ainda há essa preocupação incômoda de que deixei passar algo vital. O jogo está prestes a se estourar na minha cara idiota.

Aqui um exemplo do que exatamente estava acontecendo. Eu tenho me focado demais na vitória mais usual do Artifact: Destruir duas torrers do seu oponente. Enquanto isso meu oponente vem se dedicando totalmente a somente a primeira lane. Minha torre caiu há alguns turnos, e agora ela está indo direto ao meu Ancient exposto, com 80 de HP. Se meu Ancient cair antes de eu derrubar a torre do mid dela, eu serei derrotado.

Pelo meus cálculos, minha oponente não terá força o suficiente para dar os 80 de dano de uma vez. Infelizmente eu esqueci de um detalhe crucial: Os três heróis dela estão para renascer, enquanto meus heróis estão ainda no tabuleiro, divididos nas duas lanes que estou ganhando. Como temia, ela coloca todos os seus heróis na primeira lane. Agora ao invés de enfrentar 30 de dano – o que não seria suficiente para me derrotar – eu estou me deparando com algo em torno de 50 de dano. Certamente é o suficiente para finalizar o jogo, e agora não há mais nada que eu possa fazer.

partida
Fonte: Polygon

Eu consegui muitas dessas derrotas arrancadas das garras da vitória durante meu tempo jogando Artifact. E enquanto o sentimento inicial sempre é a frustração, ela não dura muito tempo. Pois com Artifact – lembrando que ele ainda é um jogo muito recente- você sempre sente que havia algo que você poderia ter feito melhor. Neste caso, meu erro foi me focar demais nas duas lanes dominantes. Uma opção mais segura seria colocar um herói na primeira lane para atrasá-la – eu ainda teria ganhado as outras duas lanes, mas teria atrasado minha oponente o suficiente para manter meu Ancient vivo um pouco mais. Eu perdi, mas aprendi algo para a próxima partida.

Três é um número mágico

Para jogadores vindo para Artifact com alguma experiência em jogos de TCG, o sistema de três lanes é, muito provavelmente, o conceito menos familiar. Onde a maioria dos jogos de carta se dão com somente um tabuleiro e uma vida no total para cada jogador, em Artifact você deve cuidar de tudo triplicadamente. As três áreas de jogo são chamadas de Lanes, e são somente um dos vários paralelos com Dota 2, que é a fonte de material para Artifact.

Você gerenciar todas as variáveis extras pode ser um pouco confuso no início. Como Tim Clark fala: “É como jogar três jogos de Hearthstone de uma vez”. Não é inteiramente verdade – você só tem uma mão no final das contas – mas a comparação ainda contém um pouco de verdade. Este é um jogo lançado para jogadores hardcores.

Outra chave ligando Artifact e Dota são os heróis, cada um tem sua própria linha de tempo, habilidade especial e uma única signature card, três cópias de cada carta são automaticamente adicionadas ao seu deck. Todos os decks devem conter cinco heróis, e os jogos começam com três no tabuleiro – um em cada lane. Os outros dois são colocados em turnos posteriores, e você pode escolhe em qual lane colocá-los. Quando um herói morre, ele fica um turno no “banco” antes de ficar disponível novamente para ser colocado em qualquer lane. Nas lanes os creeps – minions básicos –  nascem para se juntar aos heróis no início de cada turno, e ajudam as lanes que estão ganhando causando um snowball se você não tomar cuidado.

A seleção de heróis é o coração de qualquer jogo de Artifact. Facilmente suas unidades mais fortes, você também pode buffar eles durante o jogo, com itens comprados, usando o gold ganho ao matar inimigos, na fase de compra no fim de cada turno. E assim que um herói equipar um item, ele irá permanecer equipado mesmo após a morte – então, assim como Dota, heróis ganham força e aumentam a sua influência enquanto o jogo se desenvolve.

Cores me confundindo?

As cores de Artifact e o sistema de mana são muito mais parecidos com Magic: The Gathering do que com Hearthstone. Heróis vem em quatro cores – vermelho, verdem azul e preto – assim como as cartas que compõem seu deck, que possui o tamanho mínimo de 40 cartas. Enquanto a mana em si não tem cor, você só consegue usar cartas de uma certa cor se você tiver o herói daquela cor na sua lane, por isso ter lanes sem heróis é uma situação desesperadora que você vai querer evitar. Sem nenhuma forma de usar seus recursos, seu oponente estará livre para ir pra cima de você naquela lane indefesa.

As especialidades de cada cor são bem parecidas com a de Magic – Azul tem ótimos feitiços, preto tem o melhor removedor de single target, verde tem vários mostros grandes. Você descobrirá que há várias semelhanças entre heróis de cada cor. Heróis vermelhos são brigões que se destacam no 1vs1, o que significa que são perfeitos para começar o jogo já com algumas kills. Heróis azuis são relativamente insignificantes em contraste, com seus poderes normalmente dependendo de habilidades especiais devastadoras – então é melhor manter eles guardados até que você consiga colocá-los em uma lane segura para participarem do jogo.

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Fonte: PCWorld

“Feeling drafty”

Melhorar suas habilidades em montar deck é essencial para se ficar bom em Artifact. E em nenhum lugar mais essas habilidades são mais críticas do que em um draft, no qual já está sendo apresentado como um dos modos competitivos primários de Artifact. A estrutura básica é: você seleciona 60 cartas de cinco pacotes presenteados a você, você seleciona dentro das opções as cartas e monta um deck jogável, aí então você joga até que alguem ganhe cinco ou perca duas partidas. Os prêmios, que vem na forma de mais tickets de entrada e pacotes de cartas, estão dispomíveis dependendo de quão bem você vai. Há também um modo de draft casual, no qual permite você praticar sem cobrar entrada – mas você não ganhará nada mesmo se for bem.

Draftar em Artifact é um negócio que requer habilidade. Ao londo dos últimos meses do bera, jogadores profissionais compilaram tier lists que tentam desmistificar quais são os melhores picks para cada cor. Entretanto, há tantas decisões para serem tomadas no draft –  qual cor usar, se vai passar um herói para esperar um melhor, conseguir um balanceamento de custo de mana em seu deck, etc – que nenhuma fonte consegue substituir a experiência. Já podemos ver os melhores jogadores unindo corridas dominantes no draft – o Ex profissional de Hearthstone Lifecoach recentemente teve 25 partidas sem nenhuma derrota. É esse teto de habilidade que tornou o modo de draft tão atraente pra mim, e é o que eu passei quanto todo o meu tempo jogando até o momento.

E sobre o meta do beta? Honestamente, nesse ponto, é bem difícil de dizer. Azul pare o mais fraco das cores atualmente, com as outras três mais próximas nos termos de nível de força. Os decks agressivos preto/vermelho que rusham as minhas torres estão me dando uma tristeza sem fim no momento. Particularmente provocante é a carta preta Disciple of Nevermore, na qual funciona algo parecido com Savage Roar no Hearthstone, bufando tudo no lado do seu dono e conjurando 20+ de dano do nada. Opções com mais controle também estão disponíveis. O verde tem heróis volumosos e defensivos que conseguem atrasar o jogo o suficiente para creeps medonhos como o 12/12 Thunderhide Pack chegar ao tabuleiro – um sentimento que foi ainda mais satisfatório pela ausência da doença de invocação em Artifact, então seu grande garoto verde consegue lançar um ataque na torre inimiga assim que jogado.

Disclaimer: Tudo isso se aplica ao modo de draft. Eu ainda não tive a chance de subir nos ranks de Constructed Ladder em Artifact.  Então azul poderia muito bem ser o deus conquistador de tudo nesse modo.

É a economia, idiota

Eu tenho um veredito completo no sistema de monetização em Artifact na minha análise final, mas como o tópico tem sido muito discutido, acho válido mencionar isso neste ponto. Artifact vai custar U$20 para comprar: Isso te dá 10 pacotes, cinco tickets de evento e dois decks básicos prontos. A pergunta é: Seria isso suficiente para aproveitar o jogo sem nenhum outro gasto? Eu não tenho certeza. Desde que eu estou no beta, eu ainda não tive que pagar pelos meus tickets e pacotes iniciais, mas logo eu terei. E quanto eu o fizer eu posso ficar um pouco triste ao ver o quão longe minha coleção está de ficar completa, mesmo comprando 20 pacotes e cinco tickets de evento eu ainda tenho de tentar o modo Constructe – e eu espero que seja realidade de vários jogadores – pois eu simplesmente não tenho cartas para competir com quem já gastou muito em pacotes.

A solução poderia estar em vender e comprar cartas no Market da Steam, no qual é esperado a ser adicionado no lançamento do jogo. Se eu for capaz de me livrar de cartas raras que não quero por um bom preço, e usar esse dinheiro para fazer um deck dos meus sonhos, então eu certamente me sentirei menos de lado pelo valor relativo de pacotes e tickets. É também a razão pela qual eu estou guardando minhas cartas duplicadas ao invés de transformá-las em tickets de eventos. Quem sabe, talvez eu estou sentado numa mina de oura? (Ok, você só pode transformar as comuns em tickets, nas quais não devem ser particularmente valiosas. Mas eu ainda tenho esperança.)

Eu nunca joguei um jogo de cartas como Artifact antes. Em termos de complexidade, eu não tenho dúvidas que ele faz jus ao esperado. Há vários sistemas e regras que eu tive de deixar de fora dessa análise. Eu tenho algumas preocupações com o modelo de monetização – Se o preço de compra não entregar valor, Valve poderia ter um problema em suas mãos. Por agora, eu me pouparei de julgar. Em termos puros de design, o potencial de diversão de alta habilidade em Artifact é massivo. E se a barreita para se ter uma coleção competitiva for alta, ele deve alcançar grandes resultados.”

 

Para deixar mais fácil o entendimento também há um vídeo sobre o Draft Mode feito pelo Purge:

 

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