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Dota 2 – Águas turbulentas mexem com cenário feminino sulamericano

O Rainha de Copas – Como tudo começou

Há dois anos nasceu um campeonato feminino de uma organização amadora, chamado Rainha de Copas. Idealizado por mulheres para mulheres, o campeonato brasileiro foi o primeiro a reunir um número tão alto de equipes femininas. Devido à organização estar sempre disposta a atender às jogadoras, o campeonato foi um sucesso.

No ano seguinte a segunda edição veio para abalar, agora a organização um pouco mais madura, regras mais rígidas e um cenário que abrangia não apenas o Brasil, mas todo o servidor SA. A organização conseguiu um patrocínio surpresa da Valve e realizaram um presencial em São Paulo com a presença da Sheever. E com isso as meninas do Rainha de Copas garantiram um pequeno espaço no The International.

O que aconteceu é que a final que deveria ser presencial acabou sendo um W.O. para a Minas Club, já que a equipe peruana, EDG, perdeu seu voo para o Brasil. A equipe que já vinha sido acusada de colocar outras pessoas no lugar das jogadoras, acabou piorando o clima quando não embarcaram no voo.

Mesmo com vários problema, as organizadoras do campeonato ainda eram bastante amadoras e mesmo assim realizaram um campeonato com 20 equipes femininas! O limite seria 16 equipes, mas o campeonato foi adaptado para comportar todas as equipes interessadas. E apesar de no lugar da final presencial ocorrer um amistoso, pode-se dizer que o evento foi um sucesso.

A entrada da BBL no cenário de Dota 2 feminino

Este ano a BBL e-sports realizou mais de um circuito feminino que abrange não apenas o Dota 2, mas também o Rainbow Six, Counter Strike e League of Legends. No caso de Dota 2 e Rainbow Six o circuito foi:

  • White Rabbit – Etapa amadora
  • Mad Hatter – Etapa intermediária
  • Queen of Hearts – Etapa premium

No caso de Counter Strike e League of Legends, o circuito foi o seguinte:

  • White Rabbit – Etapa amadora
  • Qualificatórias para o Girl Gamer – Etapa intermediária
  • Girl Gamer – Etapa premium

No caso do Girl Gamer, a pedido das jogadoras será utilizado um software de reconhecimento para provar que realmente são as jogadoras no campeonato durante a fase online.

Infelizmente é um mal necessário, questionado por muitos por não ser uma medida aplicada nos campeonatos mistos. A medida foi tomada pois as próprias participantes gostariam de sentir-se mais seguras.

Qualificatórias do Queen of Hearts

Agora no Dota 2 com um novo circuito sob uma nova administração, todas as equipes e jogadoras tiveram a chance de recomeçar. Infelizmente a mesma equipe que perdeu o voo, hoje chamada de GOXPE E-Sport Center, tornou a levantar suspeitas sobre quem estaria jogando as qualificatórias do campeonato. Com alguns dias de investigações a BBL e-sports decidiu banir a equipe por descumprir as regras.

Ainda não satisfeitas as jogadoras da GOXPE decidiram virar a comunidade peruana contra a organização, manipulando prints de conversas do ano passado e dizendo que a desclassificação foi por conta da nacionalidade delas, que agora só teriam equipes compostas por brasileiras.

Não é necessário muita pesquisa para ver que algo está ao menos estranho, já que uma das jogadoras resolveu fazer stream de Dota 2 logo após as qualificatórias.

Sobre as nacionalidades, as equipes estão bem diversificadas, tendo equipes que contêm apenas uma brasileira ou até mesmo nenhuma. Uma das favoritas, a Minas Club, é composta por três brasileiras, uma argentina e uma peruana. Outra equipe que se classificou foi No Drama Llama que é composta por uma boliviana, uma peruana, uma argentina, uma brasileira e uma chilena. Sem sombra de dúvidas, diversidade de nacionalidades não é o que falta!

E caso o software de reconhecimento tivesse sido obrigatório nas qualificatórias de Dota 2, não haveria dúvidas sobre as jogadoras colocando outras pessoas para competir em seu lugar. Infelizmente o cenário feminino ainda engatinha e se mesmo no cenário misto há sempre alguém mal intencionado, no feminino não seria diferente.

Outro questionamento colocado por uma das integrantes da GOXPE é que eram 6 convites diretos e apenas duas vagas através das qualificatórias. Entretanto, alguns times que receberam convite direto para o Queen of Hearts sofreram disband, totalizando em 4 vagas disponíveis durante as qualificatórias. Ainda assim, o número de equipes participantes do Queen of Hearts permanece 8.

A importância de campeonatos femininos

Muitos questionam sobre os campeonatos femininos já que o físico não importa, logo não faria sentido separar homens e mulheres. O que acontece é que os espaço nos vídeo games sempre foi dado aos homens. E por isso é muito comum mulheres esconderem seu gênero para evitar xingamentos gratuitos.

Ainda assim é muito comum você ver garotas denunciado casos de assédio em partidas de games, e Dota tem sido um dos jogos com maior índice de denúncia por toda a comunidade, não somente a feminina.

Por isso espaços e torneios exclusivamente femininos se fazem necessários, são importantes tanto para as garotas mostrarem do que são capazes sem terem portas fechadas somente por conta de seu gênero. Quanto para elas terem um espaço onde se sentem seguras, onde não vão encontrar alguém julgando sua jogabilidade somente por conta de algo tão trivial.

Por conta de problemas de assédio e discurso de ódio é que os campeonatos femininos se fazem tão importante para a comunidade gamer feminina. E a falta de honestidade de poucos fazem com que medidas especiais sejam tomadas em torneios como os realizados pela BBL.

 

Deixem nos comentários se concordam ou não com as medidas adotas pela BBL e-sports e o porque de concordar/discordar!

Para mais informações acesse o site da BBL.

Confira também a página dos campeonatos femininos: Rainha de Copas

Veja também: Dota 2 – Team Liquid se despede de sua line up

 



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